O jornalista Rodrigo Bocardi, que encerrou sua trajetória de mais de 25 anos na Globo, revelou em uma entrevista recente estar em meio a uma disputa judicial contra sua antiga empregadora. O apresentador fez a declaração meses após seu desligamento da emissora.
Em conversa com Celso Giunti, Bocardi afirmou que prefere manter o assunto em sigilo devido ao caráter jurídico, mas mencionou a existência de uma acusação que, segundo ele, não teve nenhuma prova apresentada. Ele classificou a situação como “estritamente silenciosa e jurídica”.
Defesa contra acusações de favorecimento
O jornalista aproveitou para se defender das alegações de que teria solicitado pagamentos de empresas de serviços públicos da região metropolitana de São Paulo. Tais pagamentos, segundo as acusações, seriam uma forma de evitar críticas a essas companhias durante o telejornal que apresentava.
Bocardi contestou veementemente a acusação, desafiando a conferência das milhares de edições do jornal que comandou para verificar se ele alguma vez deixou de reportar algo relevante. Ele ressaltou ser um dos poucos com postura crítica em um jornal ao vivo, criticando “todo mundo”.
O jornalista argumentou que não tinha controle total sobre a pauta do telejornal para fazer tais ofertas. Ele explicou que o programa é feito por uma equipe, é ao vivo e tem uma dinâmica intensa: “não era só eu que tinha um comando sobre isso”, e concluiu: “Se tem alguém que vendia lá, não sou eu”.
A demissão e a surpresa do jornalista
O desligamento de Bocardi da Globo, ocorrido em 30 de janeiro, foi anunciado pela emissora sob a justificativa de “descumprir normas éticas”. O jornalista era o âncora do Bom Dia São Paulo.
Em nota enviada à imprensa na época, a Globo confirmou a medida por algum descumprimento, mas esclareceu que não comentaria “decisões de compliance”.
Bocardi, por sua vez, disse ter recebido a notícia de sua demissão com surpresa. O jornalista considerou o afastamento, após mais de duas décadas de trabalho na emissora, como uma injustiça.