Demitido do Fluminense: a trajetória e os números de Luis Zubeldía no Tricolor

O treinador demitido do Fluminense encerrou sua trajetória nas Laranjeiras após dois dias do empate sem gols diante do Independiente Rivadavia. A diretoria optou pelo desligamento do técnico argentino após uma sequência incômoda de oito compromissos sem vitórias, aliada a desempenhos em campo que já não convenciam a torcida nem os dirigentes.

Ao todo, o ciclo da comissão técnica contabilizou 61 partidas oficiais. O retrospecto final somou 30 triunfos, 18 igualdades e 13 reveses, garantindo um aproveitamento geral de 59% dos pontos disputados.

O início promissor e a reação rápida

Contratado no mês de setembro de 2025 para substituir Renato Gaúcho, o comandante teve uma estreia positiva ao bater o Botafogo por 2 a 0. Em pouco tempo, conseguiu organizar o sistema defensivo e renovar o ânimo do elenco no Campeonato Brasileiro.

A arrancada no torneio nacional levou o time à quarta colocação da tabela, assegurando vaga direta para a Copa Libertadores. A postura agressiva na marcação e a consistência no Maracanã transformaram o argentino na principal aposta da diretoria para a temporada de 2026.

Recordes históricos no início do trabalho

O momento mais brilhante do treinador ocorreu ao atingir 36 jogos no comando. Naquela altura, a equipe acumulava 23 vitórias, seis empates e apenas sete derrotas, somando 53 gols pró e 28 contra.

Com 69,4% de aproveitamento naquele recorte inicial, ele alcançou a melhor marca de um técnico no clube neste século, considerando o mesmo número de partidas. O desempenho superou nomes emblemáticos da história tricolor, como Cuca (68,5%), Abel Braga (64,8%) e Fernando Diniz (62,9%).

Fortaleza como mandante

A força dentro de casa se tornou a grande marca daquele período inicial. A equipe emplacou 20 partidas de invencibilidade como mandante, obtendo 18 vitórias e dois empates.

Nesse período, o time igualou um feito histórico de 84 anos atrás ao vencer 16 jogos consecutivos em seus domínios. Foram 31 gols anotados e somente cinco sofridos, incluindo triunfos em cinco clássicos regionais: dois contra o Flamengo, dois diante do Botafogo e um sobre o Vasco.

A queda de rendimento e a derrocada

O cenário mudou drasticamente nas 25 partidas seguintes aos primeiros 36 jogos. O rendimento despencou para 44%, com apenas sete vitórias, 12 empates e seis derrotas em 75 pontos disputados.

A equipe perdeu a agressividade característica e passou a ter uma posse de bola ineficiente, sem traduzir o controle do jogo em chances reais de gol. A criação ofensiva ficou dependente de jogadas individuais.

Decepções em momentos decisivos

As eliminações em momentos cruciais desgastaram a relação. O time foi eliminado duas vezes pelo Vasco na Copa do Brasil e ficou com o vice-campeonato estadual diante do Flamengo.

Em 2026, a campanha na Libertadores exigiu combinação de resultados na última rodada para avançar em segundo lugar. Após a pausa da Copa do Mundo, foram seis empates e uma derrota. O tropeço diante do Rivadavia tornou a classificação ameaçada e selou o fim da comissão técnica.

Os números detalhados da comissão e do treinador

Existe uma pequena diferença entre as estatísticas da comissão técnica e os jogos em que o profissional esteve presente à beira do gramado. Devido ao afastamento de duas semanas em janeiro para recuperação de uma angioplastia, o técnico não dirigiu a equipe em todas as ocasiões.

Considerando apenas a presença direta do treinador, foram 55 partidas, com 27 vitórias, 16 empates e 12 derrotas (58,8% de aproveitamento). Independentemente do critério utilizado, os dados confirmam um trabalho que começou histórico, mas perdeu força e soluções até se tornar insustentável.

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